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quinta-feira, 18 de abril de 2019

O Livro dos Espíritos: 162 anos iluminando consciências!

O Livro dos Espíritos: 162 anos iluminando consciências!

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, foi publicado em 18 de abril de 1857, em Paris, França, e com ele e as obras que o sucedem, do mesmo autor, surge na Terra o Espiritismo, o Consolador prometido por Jesus há 2000 anos.

Em artigo publicado no Courrier de Paris sobre esse livro, em 11 de julho de 1857, o Sr. G. du Chalard diz, entre várias outras coisas:

“O Livro dos Espíritos do senhor Allan Kardec é uma página nova do grande livro do Infinito, e estamos persuadidos de que se colocará um marcador nessa página. Ficaríamos desolados se cressem que fazemos, aqui, um reclamo bibliográfico; se pudéssemos supor que assim fora, quebraríamos nossa pena imediatamente. Não conhecemos, de modo algum, o autor, mas, confessamos francamente que ficaríamos felizes em conhecê-lo. Aquele que escreveu a introdução, colocado no cabeçalho de O Livro dos Espíritos, deve ter a alma aberta a todos os nobres sentimentos.
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A todos os deserdados da Terra, a todos aqueles que caminham ou que caem, molhando com suas lágrimas a poeira do caminho, diremos: lede O Livro dos Espíritos, isso vos tornará mais fortes. Aos felizes, também, aqueles que não encontram, em seu caminho, senão aclamações da multidão ou os sorrisos da fortuna, diremos: Estudai-o, ele vos tornará melhores”.

Sublime e profunda verdade exposta pelo Sr. G. du Charlard. A citada obra vem, há 162 anos, iluminando consciências, em especial daqueles que não se satisfazem com os conceitos emitidos pela fé cega, em grande parte contrária aos pressupostos científicos.

O Livro dos Espíritos proporciona, àquele que o compulsa e imerge no seu caudal de ensinamentos, as verdades que libertam. Através do seu estudo obtém o homem conhecimento acerca da sua origem, da sua natureza e destinação, bem assim passa a compreender melhor as razões da dor e do sofrimento. O grande pensador romano Sêneca dizia: “Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável”. Os ensinamentos espíritas são comparáveis a faróis norteadores, pois clareiam a nossa estrada e nos remetem, de forma segura, em direção a Deus. Internalizando-os, sabemos que fomos destinados ao aprisco divino e teremos o sopro dos bons espíritos favorecendo-nos a caminhada.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

11 abril 2019: 119 ANOS DO DESENCARNE DE BEZERRA DE MENEZES

11 abril 2019: 119 ANOS DO DESENCARNE DE BEZERRA DE MENEZES
Osvaldo Ourives
A  mensagem   mediúnica  “O  Futuro  do  Espiritismo”, publicada  na 2ª Parte do livro Obras Póstumas, de Allan Kardec, afirma no seu início:
“O Espiritismo foi chamado a desempenhar imenso papel na Terra”.

Na resposta à Questão 627, de “O Livro dos Espíritos”, também de Kardec, os Espíritos Superiores registram:
“Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou”.

O Espiritismo, fruto do trabalho inefável da Espiritualidade Superior com o apoio indispensável dos encarnados, veio resgatar as lições e a ética do Cristo das ruínas em que foram sepultadas pelas conveniências e paixões humanas, disponibilizando aos seus interessados os recursos necessários à regeneração da humanidade terrestre.

A conquista da referida regeneração será o resultado do esforço solidário incessante e espontâneo de encarnados e desencarnados cônscios do seu alcance, através de ensinamentos e exemplificações da prática verdadeira das leis morais divinas.


O Espiritismo tendo surgido na França a partir de 18 de abril de 1857 necessitou, para sua consolidação e divulgação, do apoio de pessoas em muitos outros países, reencarnadas para tal missão.

Em 29 de agosto de 1831 nasce no Ceará Adolfo Bezerra de Menezes que, conforme ressalta Humberto de Campos no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, veio à terra com a tarefa de trabalhar para que a Doutrina Espírita, então nascente,  pudesse criar raízes no solo pátrio e frutificar.

Foi realmente notável, magnífica e extraordinária a missão desse homem junto ao Espiritismo que, possivelmente, não teria atingido o seu estágio atual sem o seu precioso concurso.
Tendo concluído o estudo básico na sua terra natal, aos 20 anos incompletos o rapaz Bezerra de Menezes deixa o Nordeste e transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estudou Medicina, carreira da sua vocação, concluindo o curso em 1856.

Casa-se em 1858 com D. Maria Cândida de Lacerda, a qual desencarna cinco anos após. Volta a casar-se em 1865.

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes foi renomado médico, atuou na política, sendo eleito várias vezes Vereador e Deputado. Foi também escritor, jornalista e bem sucedido empresário na área da construção de ferrovias.

Em 1875 o Dr. Carlos Travassos, seu colega, oferece-lhe um exemplar de “O Livro dos Espíritos”, que traduziu e publicou. Da leitura desse livro e com uma cura que obteve através de prescrição mediúnica o preclaro Dr. Bezerra torna-se espírita confesso, tendo em 16 de agosto de 1886, no auditório da Guarda Velha no Rio de Janeiro, diante de um público de duas mil pessoas, feito a sua adesão ao Espiritismo.

A partir daí o Espiritismo não foi mais o mesmo. Pela ação benfazeja desse eminente homem público os espíritas se unem, estabelecem estudos metódicos, a Doutrina é defendida na imprensa escrita.

Sob o pseudônimo de Max, Dr. Bezerra de Menezes divulgou e defendeu de acusações o Espiritismo, durante todo o período de novembro de 1886 a dezembro de 1893, de forma ininterrupta, no jornal “O Paíz”, dirigido pelo Senador Quintino Bocaiúva.